Desgoverno de Bolsonaro comete séries de erros na divulgação de dados, e arranha credibilidade de informações oficiais




Falhas na apuração da balança comercial, nos resultados do Enem e até em dados cobrados pelo TCU colocam em risco a transparência do governo, segundo a corte de contas; Ministério da Economia afirma que erros foram pontuais

Falhas na apuração da balança comercial, nos resultados do Enem e até em dados cobrados pelo TCU colocam em risco a transparência do governo, segundo a corte de contas; Ministério da Economia afirma que erros foram pontuais

Os "fake numbers" - termo cunhado pelo colunista do Estado Pedro Fernando Nery em uma coluna sobre dados de desigualdade social - já comprometem a confiança nos dados oficiais do governo. Divulgar informações incorretas prejudica a reputação, gera desconfianças, compromete as análises das políticas públicas e econômicas e afeta o cotidiano dos brasileiros.

Segundo o governo, as falhas citadas pelo Estado foram humanas ou técnicas, mas sempre pontuais, e em hipótese alguma fruto de má-fé das equipes. Para o Ministério da Economia, os erros não chegam a afetar a credibilidade dos dados oficiais.

O governo precisou admitir um erro em auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) que apontou como beneficiário do Bolsa Família a família de servidor do governo do Distrito Federal com R$ 27 mil de renda per capita. A constatação original da CGU foi amplamente noticiada, mas a retificação não foi enviada aos veículos de imprensa. Uma nota com a admissão do erro foi publicada no site do órgão.

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