Os petroleiros podem impor uma derrota ao projeto de Bolsonaro e Guedes de demissões, privatização e entrega das riquezas nacionais ao imperialismo, e fortalecer toda a classe trabalhadora. É urgente que a CUT unifique as lutas e que as centrais sindicais e a esquerda joguem todas as forças para organizar atos de apoio por todo o país.
A greve não aparece na grande mídia pois oferece um grande perigo para os ajustes do governo. Trata-se de uma greve que se inicia contra mais de 1000 demissões numa fábrica de fertilizantes no Paraná. Num país com mais de 11 milhões de desempregados, exemplos como esses são uma grande dor de cabeça para os patrões que diminuem ainda mais os salários dos trabalhadores frente ao absurdo índice de desemprego. Da mesma forma, a Folha, a Globo, a Record, o conjunto da grande mídia é favorável aos ataques que Bolsonaro vem fazendo, como a reforma da previdência e as políticas de privatização da Petrobrás. Ou seja, a grande mídia faz um silêncio absurdo pois sabe que greves contra demissões e privatizações não podem virar moda nesse país.
Nos inspiremos em 1995, quando os metalúrgicos do ABC cruzaram os braços e fizeram paralisações em apoio aos petroleiros em greve, que na época se enfrentavam com os tanques do exército a mando de FHC. Nos inspiremos nessa pequena, porém exemplar, medida de apoio que os metroviários de São Paulo fizeram.
A vitória dos petroleiros, se ocorrer, será uma verdadeira apunhalada no projeto privatista de Bolsonaro e Guedes. A vitória da greve colocaria novos patamares para enfrentarmos a entrega do pré-sal nos leilões, a venda das refinarias e terminais e oleodutos e, mais que isso, permitiria colocarmos em xeque uma política de preços que está a serviço de aumentar os lucros das empresas compradoras, às custas da população brasileira. E estaremos em condições muito melhores para avançar na necessária luta pela unidade da nossa classe, a começar por iguais direitos e salários para efetivos e terceirizados, batalhando por sua efetivação sem a necessidade de concurso, e por uma Petrobrás 100% estatal, administrada democraticamente pelo trabalhadores e com controle popular, que é o que pode garantir que essa enorme riqueza nacional esteja a serviço do povo, garantindo segurança operacional e ambiental nas operações bem como combustíveis baratos para toda a população.

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